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Slow travel na Campânia: do FOMO ao slow-mo

Slow travel na Campânia: do FOMO ao slow-mo
Foto: Enzo D'Elia · Public domain · redimensionada

Quantas vezes voltamos de uma viagem mais cansados do que quando partimos? O medo de perder alguma coisa, o famoso FOMO, nos leva a encher cada dia de paradas. O slow travel propõe o contrário: ver menos, mas viver mais. Passar do FOMO ao slow-mo, à câmera lenta. A Campânia, com seus 550 municípios e uma história que se sobrepõe em camadas a cada esquina, é o lugar ideal para experimentar.

O que significa viajar devagar

  • Ficar mais tempo no mesmo lugar: pelo menos três ou quatro noites, melhor ainda uma semana.
  • Deslocar-se a pé, de bicicleta, de trem ou de barco, aceitando o ritmo do transporte local.
  • Comer local e da estação, nos mercados e nas trattorias das cidadezinhas.
  • Conhecer as pessoas: artesãos, agricultores, pescadores, Pro Loco.

Vilarejos onde ficar

No Vallo di Diano, Teggiano e Padula, com sua grande Cartuxa, são perfeitas para alguns dias longe do turismo de massa. No Sânio, Cerreto Sannita conta sua história por meio da cerâmica. Na Costa Amalfitana, Atrani e Tramonti mostram uma face mais cotidiana do que os destinos mais famosos. Na Irpínia, Nusco e Bagnoli Irpino são varandas sobre as montanhas.

Caminhar

A Campânia é atravessada por trilhas históricas. A mais famosa é o Caminho dos Deuses, entre Agerola e Positano, mas há também as antigas trilhas de mulas dos Montes Lattari, os caminhos do Cilento e do Matese e trechos dos caminhos de fé rumo aos santuários. Caminhar é a forma mais lenta e mais bonita de atravessar um território. Leia também o nosso guia Natureza e campo.

Trens, barcos e bicicleta

A linha Circumvesuviana liga Nápoles a Pompeia, Herculano e Sorrento; as balsas unem o Golfo e as ilhas; no verão, os barcos percorrem a Costa Amalfitana e o Cilento. Em muitas áreas do interior, a bicicleta, inclusive elétrica, é uma ótima forma de se deslocar entre vilarejos e vinícolas.

Uma semana slow: um exemplo

Três noites em um agroturismo do Cilento, com dias entre mar, trilhas e mercados; depois quatro noites em um vilarejo da Irpínia, entre vinícolas, bosques e comida caseira. Nenhuma correria, nenhuma lista para riscar: só o tempo de conhecer um lugar.

Encontre agroturismos, casas de campo e B&Bs na seção Onde ficar, e as Pro Loco que organizam visitas e festas na página de cada município. Para os sabores lentos, leia o guia Enogastronomia e slow food.

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